Um dia na EJFGV, a empresa júnior da GV

Saiba um pouco mais da rotina da primeira empresa júnior da América Latina: a EJFGV

por Mariana Lourenço 1.924 views0

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A primeira empresa júnior do mundo foi criada na França, em 1960, quando os alunos da L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales ficaram preocupados com a falta de contato com o mercado de trabalho. No Brasil, a ideia do Movimento Empresa Júnior chegou em 1987 e, no ano seguinte, foi fundada a primeira empresa júnior brasileira: a EJFGV, da Fundação Getúlio Vargas.

Para entender um pouco mais como uma empresa júnior funciona, visitamos a EJFGV e conversamos com os estudantes que fazem parte desse movimento, que falaram sobre suas experiências pessoais e profissionais.

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Para fazer parte, os estudantes interessados passam por um processo seletivo que é aberto para todos os cursos, já que a empresa conta com sete áreas: Gestão de Pessoas, Administrativo Financeiro, Institucional, Marketing, Comercial, Projetos e Presidência. Uma vez que o estudante entra, passa por um período de treinamento, cuidando de projetos internos que visam melhorar a própria empresa júnior. Depois disso, vira consultor e começa a cuidar de clientes externos. A consultoria consiste em criar um projeto visando melhorias para uma questão ou problema que o cliente tem em sua empresa.

Os projetos de clientes externos duram, em média, três meses, passando por várias fases. A ligação inicial fica por conta do marketing, que avalia a necessidade da empresa, seguindo para a área comercial, que faz o orçamento da proposta. Quando é aprovada pela empresa externa, o projeto segue para os consultores, que trabalham em equipes de 3 a 4 pessoas.

Assim que o projeto é finalizado e enviado para o contratante, o marketing volta a entrar em contato para ter o feedback: como foi o atendimento nas diferentes áreas, o trabalho dos consultores, no que podem melhorar… Além disso, 6 meses depois da entrega, a empresa júnior volta a falar com o cliente para saber como foram os resultados do projeto.

Esse comprometimento mostra como uma empresa júnior entrega trabalhos com excelência, mesmo com seu funcionamento sendo feito exclusivamente por estudantes. Luisa Pellegrino, hoje com 1 ano e meio de EJ, afirma que essa é uma das vantagens de um cliente contratar a empresa júnior: um universitário pode trazer uma visão inovadora, pois estão abertos a ideias novas.

Veja também:  Como um empresário junior se tornou trainee de uma multinacional

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Outra vantagem para quem contrata a EJ é o valor. De acordo com Gabriel Fernandes, que está há quase 1 ano trabalhando, o serviço é relativamente barato – principalmente em comparação com consultorias -, mas sempre feito com qualidade.

Apesar de trabalharem independentemente da faculdade e não terem supervisores, os estudantes contam com a ajuda e o apoio de professores que simpatizam com o movimento e, sempre que necessário, os ajudam em suas dúvidas.

Em relação ao aprendizado, os universitários acreditam que trabalhar na EJ faz com que tudo o que foi visto em sala de aula seja levado para a prática. Para Marina Toda, estudante do 3º ano, além da teoria virar prática, o estudante está envolvido em várias etapas do projeto, além de ter voz dentro da empresa, diferentemente de um estágio, que é mais pontual e operacional.

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Fabio Rocco, presidente da EJFGV, afirma também que começar a praticar a profissão ainda na faculdade faz com que o estudante aprenda a lidar com um ambiente de empresa: “Só de estar nesse ambiente, você já percebe que trabalhar pode ser muito mais do que um lugar chato, fazer sua obrigação e ganhar por isso. A empresa júnior é o oposto, já que não recebemos por isso. O que faz valer é a experiência”.

Outro aprendizado essencial é ver como certas coisas não são ensinadas na teoria, mas é preciso na prática, como relacionamento, autoconhecimento, liderança, desenvolver análise crítica pessoal, organização (já que os alunos ainda têm provas para fazer e trabalhos para entregar); todas características essenciais para trabalhar em equipe.

Quando questionados sobre a possibilidade de recomendar a empresa júnior para calouros e colegas, a resposta foi unânime: sim. Isso faz com que trabalhar em uma empresa júnior seja uma experiência que te desenvolve pessoalmente e profissionalmente, aumentando o networking de cada um, mas também criando um laço entre os estudantes, fazendo com que a amizade vá além da sala de aula.

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