Think Twice Brazil – Empreendedorismo social

Conheça o casal que viaja o mundo para melhor entendê-lo e então implementar ideias que reduzam a pobreza.

por Luis Michelazzo 910 views0

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O termo ‘empreender’ significa buscar meios de alterar a situação em que se está inserido, estando geralmente acompanhado de percepções vinculadas a ambição e ganhos pessoais, que primordialmente nos lembram de dinheiro e corporações. Mas vale lembrar que ambição não é a mesma coisa que ganância. Podemos aspirar pelo bem de um grupo, comunidade ou classe social sem visar lucro monetário, o ganho nesse caso é algo de valor muito maior: Conhecimento adquirido, ajuda, e a sensação de conseguir tornar melhor a vida de algumas pessoas. Isso é o Empreendedorismo Social.

            Um empreendedor social busca a maximização do capital social, de forma a permitir uma comunidade, cidade ou região se desenvolverem de maneira sustentável. E faz isso através da disseminação do conhecimento de tecnologias produtivas e estimulando a participação da população na esfera política. E é assim que a Gabriele e o Felipe decidiram viver a vida.

            Perguntas como ‘Quais suas paixões? Insatisfações? Quem é você e qual o legado que você quer deixar para o mundo?’ foram frequentes para o casal que se conheceu durante um curso de negócios sociais. Pouco depois saíam juntos, procurando essas respostas.

            Movidos pela vontade de melhorar significativamente a vida de quem não tem muitas oportunidades de escolha, criaram o Think Twice Brasil – Empathy Experience. Uma viagem a países da África e da Ásia aonde boa parte da população vive abaixo da linha da pobreza, praticando a empatia e se colocando nos sapatos das pessoas para entender de onde vem a fome, a desigualdade de gênero, a altíssima taxa de mortalidade infantil entre tantos outros temas presentes em especial nos países menos desenvolvidos.

            Pelos países que passassem, o plano era buscar inspiração nos agentes de transformação que driblam as dificuldades para encontrar soluções capazes de mudar a vida de muita gente. A partir da ideia, traçaram o roteiro que contemplava alguns projetos e organizações que eles gostariam de conhecer e, junto com indicações recebidas através de um questionário na internet, completaram o roteiro e começaram a viagem.

            O casal já passou pela África do Sul, Botsuana, Namíbia, Angola, Suazilândia, Moçambique, Zimbábue, Zâmbia, Tanzânia, Burundi, Ruanda, Uganda, Quênia, Etiópia, Omã e Irã e divide todas suas experiências no site do projeto.

Conhecemos pessoas e projetos incríveis que têm nos dado a certeza de que tem muito mais gente do bem do que podemos imaginar. Como a Dona Monica, na Namíbia, que oferece diariamente em sua casa refeições nutritivas para mais de 500 crianças do bairro. O Osvaldo, em Moçambique, ex-menino de rua que criou um centro de formação para crianças e adolescentes. A Tariro, no Zimbábue, uma menina de 10 anos que caminha diariamente 20 quilômetros para frequentar a escola, já que estudar é a sua única esperança de não ser obrigada pela família a se casar nos próximos três anos.

 

Já nos hospedamos na casa da família Kasonde, na zona rural da Zâmbia, trabalhamos em uma fazenda orgânica e convivemos com órfãos e viúvas acolhidos pela querida Rose, no interior do Quênia. Já dividimos o quartocom ratos, gafanhotos, aranhas e escorpiões. Fora o banho de caneca e xixi no matinho que são as únicas opções quando não há água encanada, nem eletricidade (o que acontece na maioria das vezes). Em Omã pudemos conhecer o outro lado da moeda e comprovar que dinheiro investido com consciência e em favor da população cria quase um paraíso na Terra. Essas e todas as outras experiências que vivemos estão publicadas no site, com bom humor, fotos e vídeos comprovando que enquanto alguns reclamam, outros (muitos!) estão ocupados mudando o mundo.

Pensando hoje: você conseguiria responder as perguntas que motivaram Gabriele e Felipe a mudar de vida para mudar a vida das pessoas? As vezes o que falta é um pouquinho de autoconhecimento. Você pode ser um empreendedor social e nem saber.

Luis Michelazzo

Estagiário de Comunicação da Seja Trainee, onde é responsável pela produção de conteúdo para os portais MyTrainee e Ligado Na Facul, além de ajudar na administração de suas páginas nas redes sociais.

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