Alexandre Harayashiki
Vencedor de prêmio de robótica conta sobre como é estudar engenharia
Alexandre Harayashiki, estudante do 6º ano de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, viu seu robô ficar em terceiro lugar na 1ª edição da competição Summer Challenge, realizada em Campos do Jordão, em março deste ano.
Criado pela RoboCore, organização responsável por promover diversas competições de robótica no País desde 2005, o evento já é considerado um dos maiores sobre robótica do mundo e tem como objetivo desenvolver e incentivar o aprendizado de uma maneira criativa.
O jovem estudante ficou surpreso ao conquistar uma posição tão elevada na categoria em que concorreu, mas tem certeza que é um retorno da dedicação e orientação que recebe na faculdade.
Confira a entrevista concedida ao Ligado na Facul em que contou sobre a escolha da facul e dicas para quem já ingressou no ambiente acadêmico.
Ligado na Facul - Como surgiu o interesse pela área de Engenharia?
Alexandre Harayashiki - Desde pequeno sempre me interessei por brinquedos de montar, por exemplo, Lego. Por meus pais serem da área técnica, isso também foi um fator decisivo.
LNF - Quais os critérios utilizados para a escolha da instituição de ensino?
AH - Por ser altamente conceituada, por possuir um bom equilíbrio entre o conhecimento prático e teórico, pela ótima estrutura que a instituição oferece para os alunos.
LNF - Como é a rotina de estudos? Dê dicas para quem está passando pela mesma fase.
AH – Primeiramente, o aluno deve procurar qual a melhor forma de se estudar. Pode ser em grupo ou sozinho, acompanhar a explicação do professor ou copiar toda a matéria enquanto o professor explica, não importa a maneira como se estuda, o importante é entender e não apenas decorar exercícios. Desde o 2º ano estudo com um grupo de amigos onde trocamos conhecimento, sempre um tentando ajudar o outro. A rotina de estudos, no meu caso, é bem corrida. Por estagiar durante o dia e estudar a noite, não sobra muito tempo livre para os estudos, lazer e hobbies. Assim como a maioria dos alunos, também sacrifico alguns sábados, domingos e feriados para colocar os estudos em dia.
LNF - O que você espera da vivência acadêmica: aprendizado, corpo docente, estágios?
AH - A vivência acadêmica depende do quanto o aluno gosta do que ele irá estudar. Como todos sabem engenharia não é um curso fácil, e se o aluno não gostar os cinco ou seis anos com certeza serão muito sofridos. Caso o aluno realmente goste de engenharia, com certeza será para ele, assim como está sendo para mim, uma época muito boa. O aprendizado posso dizer que depende 50% do professor e 50% do aluno.
LNF - Com a formação, quais as perspectivas para o mercado, especializações?
AH - Eu acredito que não haja limites para os engenheiros. Atualmente estou estagiando na maior integrada de tecnologia do Brasil, e alguns amigos trabalham em grandes empresas como Vale, Petrobrás etc. Especializações existem muitas que estão em foco atualmente, poderia citar que uma boa área para se estudar é a área de meio ambiente.
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