Terça-feira, 20 de Julho de 2010 - 16h26

Relações Internacionais

Há cursos de Relações Internacionais com os mais diversos focos, entre eles geopolítica, cultura, direito, marketing, negócios e economia. Por isso, fique atento na hora de escolher o seu curso


Quem dá essas e outras dicas é o professor Demetrius Cesário Pereira é coordenador do Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes- SP.


Ligado na Facul - Quais são os campos de atuação do profissional de Relações Internacionais?

Demetrius Cesário Pereira - O profissional de Relações Internacionais atua, basicamente, em três grandes campos: público, privado e acadêmico. O campo público tem como principal vitrine a diplomacia, além de cargos em outros ministérios, governos estaduais e municipais. As organizações internacionais também merecem destaque nessa área. Na área privada, destaca-se a atuação em empresas com atuação internacional, além de associações que incluem até organizações não governamentais. Por último, a área acadêmica também atrai muitos profissionais especialmente nas atividades de ensino superior, além da pesquisa em centros especializados.


LNF - Quais são as áreas mais promissoras?

DCP - A área mais promissora depende bastante de onde o aluno realiza seu curso. Na cidade de São Paulo, a área privada é bastante promissora, pois é onde são encontradas as principais empresas (brasileiras e latino-americanas) com atuação internacional. Além disso, a área acadêmica merece destaque, pois São Paulo também concentra as instituições de ensino com maior reconhecimento da América Latina. 


LNF - O que há de novo no ramo de Relações Internacionais que pode ser explorado pelo futuro profissional? Quais são as principais tendências desse mercado?

DCP - O curso de Relações Internacionais como um todo é bastante novo. O primeiro curso no Brasil surgiu em Brasília nos anos 70 para suprir a demanda da diplomacia. Só nos anos 90 o curso chegou a São Paulo, a cidade mais globalizada do Brasil. O processo de globalização está bastante associado a essa tendência de precisarmos cada vez mais conhecer o mundo, pois afinal não vivemos isolados do resto do planeta. Por isso, a demanda pelo profissional de relações internacionais cresce no mesmo ritmo em que as pessoas sentem o impacto da globalização.


LNF - Quais os critérios que o jovem deve levar em consideração no momento da escolha da instituição de ensino para a graduação de Relações Internacionais?

DCP - A escolha da instituição de ensino deve ser realizada com base em alguns critérios que atestem a qualidade do curso. Um deles é a qualificação do corpo docente, com formação na área e composto, preferencialmente, de mestres e doutores com experiência. Outro item bastante valorizado são as instalações. Por fim, é preciso atentar à matriz curricular, pois há cursos de Relações Internacionais com os mais diversos focos, entre eles geopolítica, cultura, direito, marketing, negócios, economia, etc.


LNF - Em relação à infraestrutura, o que a instituição de ensino deve oferecer para que o jovem esteja preparado para atender as necessidades que o mercado exige?

DCP - A infraestrutura deve incluir uma boa biblioteca, salas de aula adequadas, espaço para estágios na faculdade, como uma Empresa Junior, além de estrutura para pesquisa, como um Departamento de Iniciação Científica com um ambiente próprio para a realização de suas atividades.


LNF - Quais conselhos o senhor daria ao jovem que pretende seguir essa área?

DCP - O jovem que pretende seguir essa área deve ser um cidadão global, ou seja, procurar conhecer as diferentes culturas, dominar idiomas estrangeiros, ter experiências no exterior e estar sempre atualizado, especialmente sobre os principais acontecimentos mundiais.


LNF - Para o jovem que está se formando agora, quais são os caminhos que ele deve levar em consideração para uma potencial pós-graduação nesta área?

DCP - A pós-graduação vai depender bastante do perfil do internacionalista. Se ele pretende seguir a carreira diplomática, ele pode fazer uma pós em diplomacia com foco na preparação para o concurso do Itamaraty. Na área empresarial, há muitos MBAs, além de cursos ligados à gestão internacional, negociações e à chamada diplomacia corporativa. Agora, se ele pretende seguir a área acadêmica, o ideal é focar em um mestrado ou doutorado na área.

Por Lia Settim
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[ 2 ] Comentários

marco frascino - 20/07/2010 - 08:45:41
boa entrevista.Abrangente, proficua e oportuna.
Lucas da Silva Paulino - 24/07/2010 - 04:34:39
ótima entrevista. Me ajudou muito, tirou inúmeras duvidas que eu tinha em relação a área que pretendo atuar no campo de relações internacionais
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