Tecnologia em Produção Fonográfica/Musical
Conheça a graduação que forma DJs e profissionais da música eletrônica.
Você se emociona com trilhas sonoras de filmes? Curte as baladas de música eletrônica? Sabia que por trás de tudo isso existe um profissional responsável pela produção sonora?
Para conhecer as especificidades do curso e o mercado de trabalho desta área, conversamos com Leonardo Vergueiro, coordenador do curso de tecnologia em produção fonográfica da Anhembi Morumbi. Ele fez uma avaliação do mercado e deu dicas para quem pretende seguir carreira.
Ligado na Facul - Como funciona a graduação tecnológica em produção fonográfica voltada para a música eletrônica?
Leonardo Vergueiro - O curso forma profissionais produtores de música. O aluno aprende toda a parte técnica específica de produção em software, teorias, trilha sonora, estilos e percepção musical pra produzir música com qualidade. As disciplinas dividem-se em dois lados: um ensina a produção com tecnologias de música eletrônica de pista e outro produção para diversos meios, como trilhas para cinema, publicidade, espetáculos de dança, dublagem e efeitos sonoros especiais.
LNF - Qual o perfil do profissional desta área?
LV - Jovens, na maioria do sexo masculino entre os 20 e 30 anos, que sejam ligados em tecnologia e música.
LNF - Quais fatores contribuíram para a criação desse curso?
LV - A percepção de que existia espaço. A carreira do produtor de DJs era crescente e faltava um curso que formasse de maneira completa, oferecendo conhecimentos de tecnologia, música, gerenciamento, vendas e administração da carreira. A partir desta lacuna, resolveram apostar no curso em 2007 e desde então está funcionando bem, com bastante procura, e os alunos já têm respostas positivas do mercado.
LNF - Qual avaliação o senhor faz desse mercado e como o profissional desta área pode atuar nele?
LV - O profissional pode seguir para a carreira de artista, como produtor e DJ, ou atuar em outros segmentos como a produção de trilhas e efeitos. A maioria entra no curso com o objetivo de se tornar artista. No mercado, demora cerca de um ano para obter boas respostas. Geralmente o recém-formado começa a produzir, lança músicas e aparece aos poucos. Temos casos de ex-alunos estarem muito bem um ano depois do curso, trabalhando em importantes produtoras musicais.
LNF - Quais as diferenças que podemos destacar entre um curso de formação tecnológica e um curso livre de DJ?
LV - O curso livre ensina o software, ferramentas de produção. A formação em quatro semestres vai desde o básico das tecnologias MIDI (utilizada na produção musical) às trilhas sonoras, teoria e percepção musical, ou seja, disciplinas que completam a formação. Com o aprendizado da tecnologia MIDI, o aluno consegue trabalhar em qualquer software. O conteúdo aprendido no primeiro semestre é utilizado até o fim.
LNF - Quais são as principais tendências deste mercado?
LV - A maior parte busca se tornar artista de música de eletrônica e outros trabalham em áreas relacionadas, não apenas para tocar, mas para produzir efeitos, como os de games, mercado de teatro e sonoplastia. Essa possibilidade amplia o mercado de trabalho para o produtor.
LNF - Qual a diferença entre DJ e produtor de música eletrônica?
LV - O DJ só toca, enquanto que o produtor toca e produz. Ele pode trabalhar em empresas tradicionais como estúdios de rádio e gravadoras e também realizar apresentações como DJ em festas e eventos.
LNF - Quais conselhos o senhor daria ao jovem que pretende ingressar nessa área?
LV - Escutar muita música e não ficar ligado a um só estilo. Prestar atenção no mercado de maneira geral, fazer boas amizades e estudar muito. Com o acesso fácil à tecnologia, qualquer pessoa pode fazer um som, o diferencial do aluno é a qualidade técnica e a produção que não será amadora. A parte técnica pode ser difícil no começo e por isso é importante levar os estudos a sério.





