Design de Games
O curso Design de Games é procurado por um grande número de jovens atentos ao potencial mercado de Games
O curso superior de Design de Games ainda é novo no Brasil mas já é procurado por um grande número de jovens atentos ao potencial mercado dentro e fora do país
Que tal seguir uma profissão que é pura diversão e ainda ganhar dinheiro com isso? A área de Design de Games está em franco crescimento. O profissional pode atuar não só no setor de lazer, mas também com educação, cinema, televisão e ainda em ambientes corporativos. Em entrevista exclusiva para o LigadonaFacul, o professor Delmar Galisi, Coordenador do Curso de Design de Games da Universidade Anhembi Morumbi dá todas as dicas para o jovem que pretende seguir uma das carreiras mais divertidas do mercado.
Quais as principais habilidades de um profissional da área de Games?
A área de Games é multidisciplinar. Se a intenção for trabalhar com design de games é importante ser um devorador de cultura: cinema, arte, quadrinhos Se a intenção for trabalhar com arte ou animação para games é importante ter habilidade para desenhos. Se a intenção é trabalhar com programação é preciso um bom raciocínio lógico-matemático. Mas em todas as áreas é preciso gostar de trabalhar com tecnologia.
Em quais áreas o profissional de games pode atuar?
O mercado de trabalho para o designer de games está se ampliando e ganhando importância não só no setor de lazer, mas também em educação, cinema e televisão, ou mesmo em ambientes corporativos, como na produção de ferramentas de motivação e treinamento. Oportunidades de emprego podem ser encontradas em empresas de desenvolvimento de jogos, bem como em agências ou escritórios de mídia digital. Quando se formar, o aluno poderá também se especializar em algumas das áreas da produção de jogos eletrônicos, como animação, áudio, programação ou design de interface. O curso oferece ainda opções de atuação em produção de vinhetas, sites, bem como projetos relacionados à área de hipermídia e interfaces digitais. Além das produtoras de games, as empresas que atuam para novas mídias, web, sites, produtoras de aplicativos para celular, estúdios de animação e vinhetas e até agências de publicidade têm aberto os olhos para a área de games e conseqüentemente têm procurado os nossos alunos.
Qual o potencial desse mercado?
A indústria de games no Brasil é ainda está engatinhando em função de um grande problema chamado pirataria. Mas há mercado sim porque o brasileiro adora videogames. Hoje há uma grande preocupação em criar novos modelos de negócios com a cara do mercado brasileiro. Isto já acontece de certo modo, pois estamos produzindo games para celular e para web. É apenas um começo, mas que pode propiciar um crescimento mais consistente. De qualquer forma, nossa indústria tem crescido bastante nos últimos anos. Já temos até uma associação de empresas da área, a ABRAGAMES.
Quais as principais tendências desse mercado?
A convergência entre cinema e jogos; games para os novos dispositivos móveis que aproveitem as características específicas do hardware; games que aproveitem os novos recursos do “Wii”, entre outros. A área não pára nunca. No futuro, imagino games que façam a convergência entre realidade virtual e jogos online multiusuários.
Quais as dicas para o jovem que pretende seguir essa área?
Meu conselho para quem quer atuar com games é procurar não ficar só jogando videogame. É legal jogar também muito jogo de tabuleiro. Mas o mais importante é estar aberto a outros gêneros e formatos. A própria Web é uma fonte rica para a criação de novos games. Além disso, é legal assistir a muitos filmes, gostar de literatura e quadrinhos, freqüentar exposições. São fontes muito ricas para a criação de novos jogos. E, por fim, não ter medo da tecnologia.
BOX – Entrevista com Ex-aluno
Ele sempre gostou muito de jogar videogame, mas não considera esta atividade como a principal para se dar bem na área de Design de Games. Diretor de Áudio de uma empresa especializada em sonorização para games, Antonio Teoli conta um pouco sobre sua rotina de trabalho e dá dicas para quem quer ingressar nesta área.
Como você descobriu a vocação para essa área?
Sempre fui apaixonado por videogames e jogos desde meus 4 anos. Conforme fui amadurecendo, o desejo de jogar ainda continuava jovem e cada vez mais eu sentia que esse, até então hobby, iria me acompanhar até o final da vida. Quando comprei uma revista de games que mencionava um curso superior nessa área não tive dúvida, prestei o vestibular.
Como é sua rotina de trabalho?
Atuo na área desde o início de 2003, quando comecei numa empresa chamada Devworks. Fiquei lá até junho de 2008 onde fiz a composição de músicas para mais de 430 jogos. Hoje sou Diretor de Áudio de uma empresa em Santa Catarina, a Hoplon,responsável pelas composições, orquestrações, mixagens, criação dos efeitos sonoros, direção de dublagens e criação de mecânicas sonoras.
Que dicas você pode dar a seus futuros colegas de trabalho?
Só jogar videogames não é o ideal para quem quer ingressar nessa área. O mais importante é correr atrás de outros coisas como criar alguns jogos sozinho ou com amigos, seja de tabuleiro, de cartas, de web, o importante é exercitar o cérebro a se acostumar a criar com facilidade. Além disso, buscar informações sobre as áreas relacionadas aos jogos de forma em geral, sobre a criação do jogo, os processos, os custos, as dificuldades e facilidades enfrentadas, fazer um curso sobre a área que você pretende exercer dentro dos games e assim por diante. O curioso é que os quatro anos da facul foi período em que menos joguei na vida, pois criar e jogar são coisas quase opostas.



