Indicador mostra como está o ensino superior no Brasil

O Censo da Educação Superior 2015 foi divulgado pelo Inep e mostra um cenário ruim para o ensino no país

por Mariana Lourenço 2.983 views0

Indicador mostra como está o ensino superior no Brasil

O Censo da Educação Superior 2015, indicador que revela a trajetória de todos os estudantes ingressantes de graduação pelo período de 5 anos (tempo médio dos cursos universitários), foi divulgado no começo desse mês pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O levantamento mostrou, principalmente, como o ensino superior no país está passando por um cenário ruim, com queda de alunos e maior porcentagem de desistência. O número de novos alunos caiu 6,1%, primeira queda desde 2009, e, das 6 milhões de novas vagas, cerca de 58% não foram ocupadas.

Apesar do número alarmante de desistentes, a quantidade de alunos formados em 2015 aumentou 11,9% em relação à 2014, indo de 1 milhão para 1,15 milhão. Além disso, o dado mostra que a principal dificuldade dos estudantes na graduação é escolher o curso mais alinhado ao perfil pessoal.

Outro dado importante do levantamento é em relação ao número de instituições privadas, que predominam no país: 87,5% são particulares, enquanto apenas 12,5% são públicas. Isso significa que muitas desistências podem ser justificadas pelos valores das instituições superiores.

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A pesquisa também mostrou números em relação às modalidades dos cursos: 17,4% corresponde a educação a distância (EAD); 62% dos universitários estudam no período noturno, uma vez que muitos trabalham; os cursos de Direito, Administração, Pedagogia e Ciências Contábeis são os com mais matrículas no país.

Já em relação ao gênero, as mulheres são maioria entre os estudantes de graduação. Na proporção de formandos, as mulheres correspondem a 59,9% contra 40,1% de homens.

Na coletiva de imprensa do Censo, o Diretor de Estatísticas Educacionais do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Moreno Sampaio, afirmou que o principal problema do país, quando comparado ao cenário internacional, é o baixo número de alunos concluintes. “Nos países da OCDE, a estatística de ingressantes é muito parecida com a de concluintes. Já no Brasil, o número de concluintes é em torno da metade”, disse.

 

 

As informações são da EXAME.

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