Conheça o Movimento Empresa Júnior: onde tudo começou

Entenda mais sobre as empresas juniores, atualmente com mais de 1000 só no Brasil

por Mariana Lourenço 2.803 views0

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Tudo começou na França em meados de 1960, quando o país passava por um período com alta demanda das indústrias por profissionais qualificados, mas universidades lotadas e mal equipadas, controladas por uma administração resistente a mudanças.

Com a situação, os alunos da ESSEC – L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales – estavam preocupados com a falta de contato com o mercado de trabalho e, consequentemente, com a desqualificação profissional. Assim, fundaram em Paris a ESSEC Conseil, primeira empresa júnior do mundo.

Depois dela, o Movimento Empresa Júnior espalhou-se por todo o mundo, tendo como objetivo oferecer experiência empresarial, ainda durante a graduação, através da prática da profissão, seguindo, principalmente, três frentes: aprendizado por projetos, por gestão e por cultura empreendedora. Ou seja, os alunos entram em contato com o mercado de trabalho e podem vivenciar situações que, antes, só eram possíveis depois da graduação, como negociar clientes e liderar equipes.

No Brasil, a ideia chegou em 1987, pela Câmara de Comércio Brasil-França, e, no ano seguinte, foi fundada a primeira empresa júnior brasileira:  a EJFGV, dos cursos de administração, direito e economia da Fundação Getúlio Vargas, na cidade de São Paulo.

Veja também:  Como ter experiência profissional sem sair da faculdade?

Depois disso, o movimento só cresceu e, hoje, são mais de 1000 empresas juniores no Brasil todo, seguindo diferentes áreas de atuação e fornecendo projetos de qualidade a baixa custo para pequenas empresas.

Atualmente, as empresas juniores nacionais são organizadas pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, e precisam estar em dia com suas obrigações legais e passarem por processo de aprovação em nível estadual para serem oficializadas.

Formada por 311 empresas juniores confederadas e 18 federações (17 estados brasileiros e o Distrito Federal), a Confederação tem como meta para 2018 alcançar 100% do território nacional, contando com o reforço do Projeto de Lei 437/2012, que busca regulamentar as empresas juniores brasileiras, criando direitos e deveres, além de facilitar o relacionamento com as instituições de ensino superior. Já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto segue para votação no Senado e sanção presidencial.

Para mais informações em relação as empresas juniores, acesse o site da Brasil Júnior e converse com veteranos e coordenadores do seu curso em sua faculdade.

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