Autoestima profissional e como exercitá-la

por Patricia Borges 818 views0

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Quando pensamos em autoestima, é comum que nosso primeiro pensamento sejas sobre aparência física. No entanto, esse termo está diretamente ligado ao bem estar do indivíduo em relação a sua vida e identidade como um todo, considerando diversos aspectos e, entre eles, o profissional. 

Acordamos todos os dias e somos lançados para diversos desafios e responsabilidades e, muitas vezes, não sabemos como agir e não conseguimos encontrar confiança em nós mesmos para a realização de todas as tarefas, o que gera frustração e afeta diretamente nossos resultados.

Dizer que uma pessoa tem uma boa autoestima profissional não significa assumir que ela se ache muito boa ou superior à sua equipe, mas que ela se conhece bem o suficiente para ter consciência dos seus pontos fortes e confiança em si mesmo. Essa confiança é construída ao longo do tempo, desde as primeiras relações familiares e com a sociedade, mas pode se transformar ao longo do tempo, sendo influenciada por diversos fatores. 

Se ela pode ser influenciada ao longo do tempo, significa que podemos moldar a nossa autoestima. 

Mas como?

Por meio de exercícios! 

Exercícios diários que nos lembram das nossas qualidades e de tudo que podemos realizar. A partir dessa consciência, conseguimos aproveitar nossa potencialidade e gerar valor.

O primeiro exercício é fugir do ideal de perfeição

fugir da perfeição

Exigir demais de si mesmo pode trazer muitas frustrações, o importante é ter consciência daquilo que você sabe fazer e traz resultados. O importante aqui é entregar resultados reais, tangíveis e mensuráveis de acordo com nossas prioridades. 

Fugir do ideal de perfeição também está muito ligado a saber conviver com o erro (segundo exercício). O sentimento que surge ao errar é doloroso, mas sem ele é quase impossível evoluir e ter novas ideias.

lidar com erros

Quando não convivemos bem com a possibilidade de errar, costumamos ter medo de tomar decisões (terceiro exercício).

Precisamos de outras pessoas decidindo por nós para diminuir a carga de responsabilidade. No entanto, tomar decisões, assumir novas responsabilidades e até arriscar mais é fundamental para aumentar a autoestima no trabalho pois são atitudes que nos indicam o que conseguimos realizar e como podemos melhorar.

Um olhar analítico é fundamental para a tomada de decisão, no entanto, às vezes ao analisar demais, tornamos nosso negócio engessado e burocrático. Então em certos momentos, até para conseguirmos realizar o exercício anterior, é preciso acreditar em nossa capacidade (quarto exercício). E ao acreditar em si mesmo e tomar uma decisão, persevere (quinto exercício)! Não volte atrás por insegurança. Evite duvidar de sua capacidade antes de ter sinais concretos de que realmente é preciso mudar.

Uma atitude clássica para diminuir a autoestima é a autocensura! Muitas vezes temos dados que sustentam nosso posicionamento e mesmo assim deixamos de expressá-lo. Nos submetendo a situações em que não nos sentimos à vontade, o que leva à frustração. Portanto, não deixe de expressar suas ideias (sexto exercício) e o seu descontentamento com uma situação ou com algo que vai ser feito por medo de julgamentos.

Uma atitude muito importante na hora de moldar a nossa autoestima é mostrar-se confiante (sétimo exercício)! Podemos ter dúvidas e inseguranças, mas quando demonstramos isso, afastamos a chance de receber apoio e convencer os outros em relação às nossas ideias. E, a primeira forma de mostrar confiança, é por meio da postura. A postura confiante se destaca quando deixamos de tentar agradar os outros (oitavo exercício). As decisões no trabalho devem perseguir os bons resultados e não o agrado de colegas e superiores. Portanto, faça o melhor pela empresa, sempre com educação e empatia, mas sem deixar de fazer valer suas convicções.

Colaborar e saber trabalhar em equipe é importante. Mas precisamos saber a hora de dizer não (nono exercício). Muitas vezes prejudicamos nossas prioridades ao dizer sim para todos. 

falar não

Por fim, o maior exercício para a autoestima (e não só no trabalho) é fazer o que gosta e gostar do que faz. Caso contrário, será difícil ter uma atitude confiante em relação à sua capacidade. E se você não gosta do que faz, tente mudar de área ou insira novas funções que tragam prazer na realização. Lembrando sempre de perseguir os sonhos com os pés no chão, para não gerar mais frustração.

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